

A vida psicológica atua abaixo da superfície dos nossos maiores problemas, e também dos nossos maiores talentos, fora de nossa visão. Mas, não somos agentes passivos diante de nossos próprios estados emocionais (a inveja, a raiva, o sofrimento, a esperança, o ódio, a paz de espírito, o medo, a serenidade, o prazer, etc.).
As emoções têm um papel fundamental na saúde física e psíquica, nos relacionamentos, no trabalho, mas também, no desenvolvimento da sociedade, pois a doença interior reflete na sociedade através de ideias ruins e descontroladas. O ser humano, pouco a pouco, organizou uma estrutura social de acordo com sua psicopatologia, criando uma nova forma de doença, a sociopatologia, que nos levou para os desastres atuais. Podemos ver isso nas consequências maléficas das alterações climáticas, no adoecimento causado pela sugestão (que é um dos piores), nos meios de comunicação que causam histerias, na paranoia com vírus e bactérias - pela crença que o mal vem de fora, na psicologia do consumo, nas leis sociais que foram organizadas pelos grandes e para a proteção dos grandes.
E assim se forma o círculo vicioso, pois uma sociedade doente, também, não permite que seus membros sejam sãos. Tudo isso se passa sem que tenhamos consciência de que nos tornamos escravos dos tempos modernos. Um tipo de escravidão muito pior, pois deprecia não só o corpo como a alma, porque impede que o ser humano desenvolva sua inteligência e sentimentos, tornando-o alienado a ponto de destruir a própria civilização.
“Quando uma pessoa está doente, a sociedade aguenta, mas se é a comunidade
que está patológica, a situação se torna muito difícil.” – Norberto Keppe
O medo paralisa e escraviza, mas a consciência dos males nos liberta e nos dá a possibilidade de sermos donos de nossos destinos. Conhecer os fatores psicossociais que nos afastam da realidade é decisivo para nossa felicidade.
Uma palestra motivadora para a mudança de conceitos e atitudes e a conquista do real bem-estar e desenvolvimento.
